Avelã

Estava lendo sobre o assunto e finalmente descobri a cor dos meus olhos: avelã. Hazel, em inglês. Não é castanho nem verde nem mel, é outra cor que mistura um pouco de cada uma dessas coisas.

A gente os enxerga dessa cor por conta de uma combinação de quantidade e distribuição de melanina somada a um efeito ótico chamado Dispersão de Rayleigh. Não confundam com os olhos âmbar, esses são mais amarronzados, dourados e têm a cor mais regular e uniforme.

O avelã é essa cor que faz com que as pessoas olhem e me perguntem: “que cor são seus olhos?” e eu responda “depende”, não porque eu seja misteriosa e exótica, mas só porque depende muito da luz, do humor, de quem está olhando, do que sinto no dia, dos hormônios e das vontade.

É uma cor incomum, uma vez que ela surge quando os antepassados misturam pessoas de olhos azuis, verdes e castanhos. Exatamente meu caso, graças ao Avô Adolpho, que tinha olhos verdes como garrafa de guaraná, e casou-se com a Vó Esther, de olhos castanhos e puxadinhos como os meus. Dali vieram os olhos dourados da Marcia, que ao se casar com o Decio, de olhos castanhos, filho de Carmo e Natalina, descendente de italianos e índios, gerou a mim, com os olhos avelã.

Eu gosto de entender as coisas; gosto de saber as coisas. Gosto de entender meus olhos. Gosto de saber de onde vim. E ultimamente, tenho gostado dos meus olhos. Tenho gostado um pouco mais do que vejo quando olho pra eles.

 

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s