Esses dias eu tenho acordado felizinha. Não aconteceu nada de mais, de verdade. Mas eu levanto e saio da cama ouvindo Lisztomania dentro da minha cabeça e aí tenho um dia legalzinho.

Apesar do calor. Esse calor não é de deus, não dá pra viver, não tem como ser digna nesse calor.

É como se ultimamente na minha vida as coisas viessem se encaixando; como se de repente as pecinhas estivessem se enfileirando,  engrenagens rodando, clac clac clac. E é um pouco estranho, porque eu fiquei tanto tempo achando tudo tão ruim e esquisito e triste, que de repente dá vontade de chorar ao estar em casa com a gata no colo e me sentir tão bem, a troco de nada.

Continuo sem grana, tô cada dia mais velha, não emagreço mais nada a despeito do esforço da dieta, minha casa tá sempre precisando de alguma coisa a mais, eu continuo solteira, mas parece que tá tudo bem. Como é esquisito estar tudo bem.

Apesar do calor. Apesar do calor, tá tudo bem.

Preciso me acostumar com isso, com esse shuffle de bom humor tocando música legal sem parar dentro da minha cabeça. É gostoso aqui. Agora mesmo tava tocando The Who.

Vai ver é a primavera, pode ser que seja o clima. É época de renascer, recomeçar, botar as florzinhas pra fora, esticar os galhinhos no sol. Pode ser um ciclo que se fechou e a vida que se encaixou direitinho.

Apesar de certamente não ser o calor. Esse, já sabemos: tá horrível.

Mas eu tô na rua de vestido. E essa é a parte legal.

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